Archive for May, 2008
Saturday, May 24th, 2008
O setor de construção naval brasileiro passa na última década por um processo de renascimento, após 20 anos sem receber nenhuma encomenda de navios de grande porte. Impulsionados basicamente por encomendas da Petrobras, os estaleiros nacionais enfrentam agora um novo desafio: a conquista de novos clientes.
A idéia dos empresários é romper com a atual dependência do setor, em grande parte atrelado não só a uma única área – o petróleo – como também a um único cliente de grande porte, a Petrobras, que compra embarcações por meio da subsidiária Transpetro.
“Hoje, o setor atua em dois nichos: navios petroleiros e plataformas de extração de petróleo. Ambos estão condicionados às necessidades de uma única empresa. Precisamos diversificar”, diz Hernani Fortuna, consultor técnico do estaleiro Renave.
“É necessário que nosso estaleiros consigam encomendas de grandes navios de carga dos armadores privados, um setor no qual ainda estamos fora”, admite Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval).
O grande objetivo das empresas brasileiras é alcançar o mercado mundial. “A longo prazo, uma demanda interna gerada por poucas empresas não dá sustentação. O mercado internacional é uma necessidade das empresas”, afirma Floriano Pires, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Motivos para essa atração não faltam. No mundo, o setor naval fatura cerca de US$ 120 bilhões por ano e passa por um momento extremamente aquecido, com demanda de cerca de 4 mil navios novos. Segundo especialistas, os estaleiros asiáticos e europeus – os mais importantes do mundo – estão com dificuldades de aceitar novas encomendas até pelo menos 2014, o que pode abrir espaço para o Brasil.
“Temos a oportunidade de conquistar clientes novos porque os estaleiros mundiais estão lotados”, diz Domingos D´Arco, presidente do estaleiro Mauá.
“Os preços dos estaleiros internacionais estão altos e os prazos de entrega, longos. Isso reduz a diferença para a indústria brasileira e abre uma janela de oportunidade para ingressarmos nesse mercado”, concorda Pires.
De dentro para fora
Curiosamente, o caminho para o mercado externo pode passar pelas encomendas feitas internamente pela Petrobras. Na semana passada, a companhia anunciou que vai encomendar 146 navios de apoio de pequeno e médio porte para operações petrolíferas em alto-mar. As embarcações serão contratadas para armadores privados e afretadas pela Petrobras. O pacote, cujo investimento total ficará entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, é considerado estratégico pelos empresários.
“Quem conseguir entrar nessa licitação vai estar habilitado para atacar o mercado mundial. A licitação inclui equipamentos e preços de padrão internacional. Além disso, haverá o contato com os grandes clientes estrangeiros. Vai gerar um grande know-how para o setor”, aposta Paulo Rolim, vice-presidente do estaleiro Aker-Promar.
A encomenda é um projeto que a Petrobras acalentava há anos. A frota de apoio brasileira é hoje quase toda operada por bandeira estrangeira. Segundo especialistas, a idéia da companhia é mudar o esse perfil. De acordo com a licitação,as embarcações devem ser construídas no país e operadas sob bandeira nacional.
“É um projeto muito ambicioso”, diz Rolim. “Para cumprir os prazos de entrega (entre 2009 e 2015), os estaleiros vão precisar investir em modernização. Pode ser mais um impulso para a retomada do setor.”
Além disso, as empresas também estão de olho na segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, que deverá ser anunciada até o final do ano. Essa etapa deverá consistir da contratação de 16 novos petroleiros, e pode encorajar empresas de outros países – a venezuelana PDVSA é uma das mais lembradas – a fazerem encomendas similares no país.
Caro e demorado
No entanto, os estaleiros nacionais enfrentam uma série de desafios na busca pela capacidade de se inserir efetivamente no mercado mundial. Um deles é a defasagem tecnológica. Os fabricantes brasileiros ficaram anos quase parados, enquanto o resto do mundo se modernizava.
Com isso, os equipamentos e instalações da maior parte dos estaleiros não está em nível internacional. “Em países como Coréia do Sul e Japão, já existem linhas de produção quase totalmente robotizadas. Ainda estamos longe disso”, diz Pires, do Coppe.
Além disso, a estrutura da cadeia produtiva brasileira foi desmantelada durante os anos de estagnação. “Ainda não recriamos a integração com os fornecedores de peças e materiais, nem um volume de compras estável”, explica Pires. “Precisamos de muito investimento em gestão de processos, engenharia e planejamento”.
Outra grande dificuldade enfrentada pelo setor é a escassez de mão-de-obra qualificada. O período de baixa do setor fez com muitos técnicos largassem a área. “Teve soldador que virou taxista”, relembra Rolim, do Aker-Promar. Por isso, a mão-de-obra disponível atualmente ou é inexperiente ou tem uma idade elevada. “A idéia é usar esses funcionários mais antigos para treinarem os mais novos”, diz Rolim.
O estaleiro Mauá está treinando o próprio pessoal: “Depois de um ano de casa, nossos funcionários da base são pinçados para fazerem cursos profissionalizantes em áreas técnicas, que pagamos integralmente”, revela D´Arco, do estaleiro Mauá.
Como resultado, os navios feitos no Brasil são mais caros e demoram mais para ficar prontos que seus similares estrengeiros. Em média, o custo nacional é entre 30% e 50% superior ao dos estaleiros asiáticos. E ainda existe o prazo: “um navio de grande porte demora de 15 a 18 meses para ser feito em um fabricante coreano. Já no Brasil esse prazo é de no mínimo 24 meses”, confirma Fortuna, do estaleiro Renave.
Receita
Qual o caminho então para baixar esses preços e entrar no mercado? “É necessário uma redução brutal nos custos, tanto através de desoneração fiscal quanto na reforma das leis trabalhistas”, diz Fortuna, do Renave.
“Precisamos de condições para produzirmos com escala”, concorda o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno. Neste sentido, o governo carioca concedeu ao setor isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a importação de aço, em fevereiro.
Já D´Arco, do Mauá, pensa diferente.“Se dependermos exclusivamente do preço, nunca vamos conseguir acesso ao mercado mundial. Precisamos apostar em outros diferenciais, como qualidade e confiabilidade”, diz ele.
Um dos caminhos para alcançar essa qualidade pode ser a parceria com estaleiros internacionais. Um exemplo foi dado este mês com o acordo entre o brasileiro Mac Laren e o Jurong Shipayard, de Cingapura. A parceria permitirá a modernização do estaleiro de Niterói, que irá instalar o primeiro dique seco da região sudeste, com investimento US$ 200 milhões.
Potencial
De forma geral, os analistas julgam que apesar dos problemas o setor naval brasileiro tem vasto potencial pela frente.
A síntese desse pensamento é do professor Pires, do Coppe. “Hoje passamos por uma fase de reaprendizado. Temos muita lição de casa para fazer, mas nenhuma de nossas barreiras é estrutural , só conjuntural. Temos uma indústria siderúrgica excelente como fornecedora de matéria-prima e a possibilidade de qualificar nossa mão-de-obra. Uma arrancada sustentada pode nos colocar entre os melhores do mundo”.
Compártelo
Posted in Competencia | No Comments »
Saturday, May 24th, 2008
Puxada especialmente pelo crescimento do setor imobiliário em São Paulo, a indústria da construção civil criou no primeiro trimestre deste ano mais que a metade das vagas de trabalho geradas em 2007, aponta estudo do Sinduscon-SP (sindicato de construtoras) e da FGV Projetos.
Nos três primeiros meses do ano, o mercado de trabalho no setor absorveu 113,8 mil trabalhadores, número 185,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2007, foram criadas 206,6 mil vagas.
“O carro-chefe desse crescimento é o mercado imobiliário em São Paulo, não o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, disse o diretor de Relação Capital-Trabalho do Sinduscon-SP, Haruo Ishikawa.
Só no Estado, foram criadas 37,3 mil vagas de trabalho. O segundo melhor mercado de trabalho na construção civil está no Nordeste, aponta Ishikawa, em razão especialmente do aporte de capital estrangeiro na infra-estrutura de turismo.
A rápida expansão no mercado de trabalho, porém, já provoca um déficit de 220 mil empregados qualificados na construção civil no país, diz Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP (sindicato dos trabalhadores da construção civil). “Hoje pagamos pela falta de investimentos na qualificação profissional nesse setor por muito tempo.”
Para suprir momentaneamente a falta trabalhadores qualificados, Ramalho afirma ter iniciado negociações com grandes construtoras para “importar” trabalhadores de outros países, especialmente da Bolívia, para trabalhar em obras no país.
“Vamos precisar de trabalhadores para empreendimentos grandes. Para a construção de usina de Jirau, em Rondônia, por exemplo, será necessário um acréscimo de 35 mil trabalhadores. Não temos um contingente desse com qualificação”, afirma Ramalho. Segundo ele, o setor está discutindo as questões legais para trazer trabalhadores estrangeiros.
Compártelo
Posted in El empleo | No Comments »
Thursday, May 22nd, 2008
|
Japan’s six largest banking groups suffered a combined loss of 982.5 billion yen in fiscal 2007 in connection with the U.S. subprime mortgage crisis and the subsequent turmoil in global markets.
The figure was more than triple the combined loss the six groups projected in November 2007.
According to the groups’ earnings reports released between May 15 and Tuesday, consolidated net profit at the six groups totaled 1.866 trillion yen in the fiscal year through March, down by 33.9 percent from a year earlier.
Sumitomo Mitsui Financial Group Inc. (SMFG) was the only banking group that posted an increase in consolidated net profit, but that was buoyed by an extraordinary gain from the merger between leasing business subsidiary SMBC Leasing Co. and Sumisho Lease Co. of the Sumitomo Corp. group in October 2007.
SMFG posted a 130-billion-yen loss related to the U.S. subprime mortgage meltdown.
Industry leader Mitsubishi UFJ Financial Group Inc. said Tuesday its consolidated net profit plunged by 27.7 percent in fiscal 2007 to 636.6 billion yen. Losses related to the subprime mortgage crisis totaled 123 billion yen.
Most affected by the subprime loan problems was Mizuho Financial Group Inc., which reported 645 billion yen in related losses.
Subprime loan-related losses at Sumitomo Trust and Banking Co. and Chuo Mitsui Trust Holdings Inc. stood at 79.3 billion yen and 5.2 billion yen, respectively.
Resona Holdings Inc. booked no related losses.
Net operating profit, which shows profits from the core banking business, at the six groups totaled 3.363 trillion yen in fiscal 2007, down by 3.7 percent from fiscal 2006.
The average amount of outstanding loans, the core source of revenue, fell at many of the six groups in fiscal 2007 due to stagnant domestic demand, although lending grew in overseas markets.
At SMFG, the average balance dropped by 1 percent from fiscal 2006 to 46.676 trillion yen, while the figure fell by 1.3 percent to 56.014 trillion yen at the Mizuho group.
However, overseas lending at SMFG surged by 18 percent to 7.573 trillion yen while the Mizuho group saw a 10-percent rise to 9.891 trillion yen.
The drop in net profit was also attributed to a decrease in another important revenue source–commission fees on sales of investment trusts and other financial instruments–amid falling stock prices.
Profit from services, including sales commission fees, fell by 6 percent in fiscal 2007 to 332.3 billion yen at SMFG.
At Mitsubishi UFJ Financial Group and the Mizuho group, profits from services stood at 497 billion yen and 351.7 billion yen, respectively, each shrinking by 12 percent.
The costs for the disposal of nonperforming loans at the six groups grew by 40 percent in fiscal 2007 from a year earlier to 385.7 billion yen due to the increased number of bankruptcies of small businesses. |
|
|
Compártelo
Posted in Economia Social | No Comments »
Thursday, May 22nd, 2008

La inflación global registrará en 2008 una media del 4,5%, el nivel más alto desde mitad de la década de 1990, según un informe de la revista The Economist. Señala que el alza en los precios de las materias primas representa la principal explicación.
Compártelo
Posted in Destacado | No Comments »
Thursday, May 22nd, 2008
|
LA RESERVA Federal recortó el miércoles su pronóstico de crecimiento de la economía de Estados Unidos en 2008 y advirtió sobre una mayor inflación y un alza del desempleo, pero también sugirió que es improbable que baje pronto de nuevo los tipos de interés.
“Varios miembros destacaron que probablemente no era apropiado aliviar la política monetaria en respuesta a la información que sugería que la economía se desaceleraba más o se contraería ligeramente en el mediano plazo”, dijo la Fed en las minutas de su encuentro del 29-30 de abril.
En un pronóstico que acompañó a las minutas, la Fed recortó su previsión de crecimiento económico para situarlo en un rango de entre 0,3 por ciento y 1,2 por ciento en el 2008, desde la estimación de hace tres meses de 1,3 por ciento al 2 por ciento.
Al mismo tiempo, el banco central estadounidense dijo que esperaba que la inflación se mantenga “elevada” y que el desempleo se incremente “significativamente”.
Responsables de la Fed indicaron que el recorte de los tipos de interés en un cuarto de punto porcentual para llevarla al 2 por ciento en su último encuentro, fue una “decisión reñida”.
Los líderes de la política monetaria consideraron en esa reunión que los riesgos de que el crecimiento pueda desacelerarse estaban equilibrados con el riesgo de que la inflación pudiera avanzar más.
“Los miembros estuvieron (…) preocupados acerca del panorama de riesgos al alza para la inflación, dados los continuos incrementos en los precios del petróleo y de las materias primas y el hecho de que algunos indicadores sugirieron que las expectativas de inflación habían crecido en meses recientes”, dijeron las minutas de la Fed.
La Fed advirtió que los riesgos a su reducido pronóstico de crecimiento se mantienen a la baja, particularmente si los precios de las viviendas continúan en descenso.
Tras divulgarse las minutas, el dólar recortó inicialmente las pérdidas contra el euro, pero luego bajó a mínimos de cuatro semanas frente a la moneda europea.
Los precios de los bonos del Tesoro recortaron sus pérdidas.
Los futuros de los tipos de interés en Estados Unidos a corto plazo no reaccionaron a la publicación de las minutas.
Acciones caen por temor a estanflación.
Las acciones estadounidenses cayeron con fuerza el miércoles, en su mayor baja en dos semanas, en medio de temores a que la economía se enfrente a una estanflación como la de la década de 1980, después de que la Reserva Federal redujera su previsión de crecimiento y elevara la de inflación.
El promedio industrial Dow Jones cerró extraoficialmente con una baja de 226,43 puntos, o un 1,77 por ciento, a 12.602,25 unidades.
El índice Standard & Poor’s 500 perdió 22,64 puntos, o un 1,6 por ciento, a 1.390,76 unidades.
El índice tecnológico compuesto Nasdaq retrocedió 43,99 puntos, o un 1,77 por ciento, a 2.448,27 unidades. |
|
|
Compártelo
Posted in Competencia | No Comments »
Monday, May 19th, 2008
Apesar da elevação dos juros, o primeiro trimestre deste ano trouxe aumento real (acima da inflação) de 10% na receita líquida e de 4% no lucro das 200 maiores empresas com ações negociadas na Bovespa. Mas a inflação já ameaça, revela Fernando Canzian em reportagem publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
No primeiro trimestre, a construção teve lucro e 193%; setores de minerais não-metálicos, automóveis, telecomunicações e petróleo e gás também ficaram entre os mais lucrativos. Segundo levantamento da Economática, os balanços revelam que as empresas estão saudáveis e, se mantido o ritmo, elas podem gerar em pouco mais de dois anos receitas suficientes para honrar todas as suas dívidas.
Contudo, a pesquisa mostra que alguns setores começam a perder margens de lucratividade –uma das explicações seria o agravamento do processo inflacionário. Para não repassar novos custos aos preços e manter o volume de vendas, as empresas estariam encolhendo suas margens de lucro.
No comércio, por exemplo, embora a receita líquida tenha crescido 17%, o lucro das empresas analisadas caiu 10% na comparação com o primeiro trimestre de 2007. No geral, a margem operacional (indicador de potencial de lucros) desse conjunto de 200 empresas também teve variação negativa, de 1,3 ponto percentual no período.
Compártelo
Posted in Mercados y Precios | No Comments »
Monday, May 19th, 2008
El fin del ciclo bajista a nivel mundial toma a la economía local “a contrapié”.
La posibilidad de que el “viento de cola” de la economía global comience a soplar menos fuerte para la Argentia tiene preocupados a los analistas locales. Economistas como Ricardo Arriazu, Miguel Bein, Carlos Melconián o Luciano Laspina vienen advirtiendo que una eventual “vuelta del dólar” -que terminaría su largo ciclo bajista y comenzaría a fortalecerse en los próximos meses- agarraría a la Argentina a contrapié.
“Podríamos estar cerca del ciclo internacional bajista del dólar y de los super commodities”, dice un informe del Estudio Bein titulado “¿Crecimiento Sustentable o Weather Channel?”, alusión a la discusión por el enfriamiento de la economía.
Días atrás, en la reunión anual del IAEF, tanto Arriazu como Melconián se refirieron en sus exposiciones al hecho de que la mayoría de los países de la región, durante el período de caída mundial del dólar, apreciaron sus monedas, con lo cual ahora tienen margen para devaluar. Argentina, por el contrario, sostuvo su tipo de cambio, por lo que eventuales devaluaciones en el futuro -para conservar la competitividad- tendrán un alto costo inflacionario.
A eso hay que agregarle que un fortalecimiento del dólar implicará una baja en el precio de las commodities, cuyo boom estuvo muy asociado a la baja de la moneda norteamericana. “Esto no es trivial”, marca el economista Luciano Laspina, de Macrovisión, “un eventual 30% de caída en el precio de las materias primas implicaría un 1,6% del PBI menos de recaudación para la Argentina”.
La recuperación del dólar aún es “tentativa” y tenue: desde el récord de 1,60 por euro, avanzó un 4%.
Entonces, ¿Por qué se fortalece el consenso de que el dólar pega la vuelta tras su caída libre en los últimos años? Hay indicios de que la crisis hipotecaria en EE.UU. está cediendo y las turbulencias financieras se están trasladando a Europa. Según el sitio de apuestas por Internet intrade.com, el riesgo de recesión en la mayor economía del mundo cayó al 28% actual desde casi el 80% de mediados de marzo.
Este factor, en paralelo con una suba de precios mayor a la esperada, hizo crecer las especulaciones sobre una “pausa” en el proceso de baja de tasas de interés de referencia por parte de la Reserva Federal.
Italia y Francia son los países que más presionan para que el Banco central Europeo baje sus tasas, porque son los que más sufren con la desaceleración y el euro caro. Alemania está en el otro extremo.
“Para la Argentina, un país que está pegado al dólar, esto es un problema”, dice Laspina. Los economistas recuerdan que el cambio de ciclo de tipos de cambio a fines de los 90 fue un factor central -para muchos analistas el principal- para explicar el posterior declive de la Convertibilidad.
Compártelo
Posted in Monetarismo | No Comments »
Monday, May 19th, 2008
La brecha entre el precio interno y el externo suma $10 mil millones al año
Ha dejado de ser la excepción que un conductor generoso le deje como propina al empleado de la estación de servicio que le limpió el vidrio o le infló los cauchos de su automóvil más de lo que gastó en llenar el tanque.
Venezuela es reconocida mundialmente como el país con la gasolina más barata en las estaciones de servicio. Mientras en Estados Unidos se escandalizan porque Alaska pasó a ser el primer estado con un galón superior a los 4 dólares (1,06 dólares el litro) y en Europa se pagan hasta 2,5 dólares por el mismo litro, en Venezuela el litro de gasolina más cara cuesta 0,097 bolívares fuertes, es decir, 4 centavos de dólar y una cantidad que puede perderse de vista entre las monedas que vinieron con la reconversión del bolívar.
El país acumula exactamente diez años sin aumento en el precio final de la gasolina y, aunque en enero de 2007 el presidente Chávez le ordenó públicamente al ministro de Energía y Petróleo, Rafael Ramírez, estudiar escenarios para su incremento, esta posibilidad fue luego desechada, según admitió el propio Presidente hace pocas semanas, en medio de una de las mayores escaladas en el precio internacional del petróleo.
Ni siquiera los países beneficiarios de convenios de suministro como Petrocaribe, el Acuerdo de San José o el Acuerdo Energético de Caracas, que estipulan financiamientos para la factura petrolera, han logrado evitar la subida de los precios del litro de gasolina en la región.
En Honduras la gasolina y el diesel fueron elevados en 5 y 10 centavos de dólar, respectivamente, para ubicarse en $4,23 y $3,75 por galón (entre $1,11 y $0,99 por litro), esto como parte de un plan que busca atenuar el subsidio estatal al combustible.
En Nicaragua, tras el paro de transportistas por los altos precios en las gasolineras, el gobierno de Daniel Ortega accedió a subsidiar el galón de diesel con 1,3 dólares, dinero que saldrá del fondo ALBA Caribe por mandato del presidente Chávez. El ministro de Hacienda, Alberto Guevara, admitió que esta ayuda alcanza “enormes cantidades de millones de dólares”.
El premio para transportistas públicos y de carga derivó, no obstante, en castigo para el resto de los conductores. El galón de gasolina regular fue ajustado el viernes de 5,07 a 5,24 dólares (1,38 dólares por litro) en ese país y el diesel aumentó 32 centavos a $5,10 ($1,34 por litro).
Crisis tras bastidores
El enorme beneficio económico otorgado a los conductores venezolanos mediante la congelación prolongada del precio de la gasolina -que por cierto no se ha visto retribuido en el mantenimiento del costo del pasaje- genera distorsiones cada vez más difíciles de solventar.
En la medida en que aumenta el precio de la cesta petrolera venezolana, se abulta el subsidio a la gasolina, expresado como la diferencia entre el precio de venta externo e interno. Calculado con cifras del año pasado, cuando se vendieron en las estaciones de servicio 274 mil barriles diarios de gasolinas, se puede calcular que este subsidio supera ligeramente los 10 mil millones de dólares al año hoy, sin contar el subsidio al diesel y al gas natural para vehículos.
Pero más allá de este subsidio, que se traduce en dinero que deja de ingresar a las arcas de Petróleos de Venezuela, cada año la estatal pierde por cada litro dedicado al mercado interno. En 2006 el ministro Ramírez cifró esa pérdida en 80 bolívares (0,08 bolívares fuertes) por litro, de manera que por cada litro de gasolina de 91 octanos vendido en las bombas del país, que tiene un precio de 0,07 bolívares fuertes, Pdvsa le dio un subsidio directo a los venezolanos de 0,01 bolívares fuertes.
Otra de las distorsiones graves de la congelación del precio de la gasolina son las pocas opciones que le quedan al Ministerio de Energía y Petróleo para ajustar los márgenes de los cuales dependen los ingresos de transportistas, mayoristas y estaciones de combustible.
Según datos de los empresarios del sector, mientras la inflación acumula un salto de 508,1% desde 1998 y el salario mínimo ha aumentado 699,2%, el margen a las estaciones se ha ajustado 154,5% en ese lapso, al pasar de BsF 0,01145 a 0,02914.
En este momento en particular, tras el alza de 30% en el salario mínimo, muchos gasolineros no tienen fondos para cumplir con sus trabajadores. El ciclo de pedir ajustes al Menpet para pagar el aumento salarial, realizar un estudio para verificar las necesidades del sector y recortar el margen de Pdvsa para elevar el de las estaciones, comienza de nuevo. Pero esta vez con menos de donde sacar.
Compártelo
Posted in Mercados y Precios | No Comments »
Monday, May 19th, 2008
Aferrado a la postura de evitar enfrentamientos con la Casa Rosada por una mayor coparticipación federal de impuestos, el gobernador de Buenos Aires, Daniel Scioli, convive en silencio con el problema, cada vez más grave, de un déficit fiscal que llegaría hoy a unos 5500 millones de pesos, lo que equivale a un tercio de los recursos presupuestados para este año.
Si bien cuenta con el decisivo aporte de fondos provenientes del gobierno nacional (lo cual lo convierte en un rehén político de éste), el rojo de las cuentas provinciales, que en el presupuesto 2008 se calculó en 2140 millones de pesos, después del aumento salarial dispuesto en marzo para estatales y docentes creció unos 3500 millones, según fuentes cercanas al gobierno.
Debido al conflicto de la Casa Rosada con el campo, esta semana Scioli tuvo que archivar un proyecto para extender el impuesto sobre los ingresos brutos a la industria y el agro e incrementar la alícuota del sector comercial, iniciativa con la que pretendía sumar, este año, entre 2500 y 3000 millones de pesos extras. Ya no podrá hacerlo.
Así las cosas, la administración de Scioli se ve obligada ahora a analizar otras alternativas, mientras mantiene un atento seguimiento del índice de inflación, que si bien beneficiaría al fisco por vía de los ingresos, al mismo tiempo puede derivar en una nueva oleada de reclamos salariales.
De todas formas, en el gobierno provincial, donde se prefiere el hermetismo en materia económica (de lo que se informa por separado), no observan muchas salidas.
El presupuesto bonaerense estima que en el presente año entrarían por el impuesto a los ingresos brutos $ 10.606 millones, sobre un total de los impuestos cobrados por la provincia de $ 15.826 millones. Es decir, ingresos brutos es el principal recurso provincial; implica casi el 70 por ciento de lo recaudado en el distrito. Grava la facturación de las empresas radicadas en la provincia, con lo cual su evolución está íntimamente ligada al crecimiento de la economía y a la suba de precios.
Técnicos del Ministerio de Economía reconocen a LA NACION que sólo un incremento inflacionario superior al consignado por el Indec puede explicar los aumentos de recaudación del orden del 35 y 40 por ciento registrados por la Agencia de Recaudación de Buenos Aires (Arba).
Según estimaciones extraoficiales de Arba, si el comportamiento efectivo de la recaudación provincial registrado durante el primer bimestre del año se mantiene, podrían esperarse mayores ingresos respecto al presupuesto 2008 por unos 2500 millones de pesos.
Hace un mes, el gobierno nacional refinanció 2820 millones de pesos que este año debía pagar la provincia en concepto de la deuda que mantiene con el Estado nacional. “Con esa ayuda, resolvimos más de la mitad de nuestro problema de déficit”, se limitó a decir un alto funcionario bonaerense, y prefirió no abundar en precisiones.
Además de tener que cubrir el préstamo de la Nación, la provincia debe rendir cuentas este año ante el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y el Banco Mundial por unos 650 millones de pesos; asimismo, tiene que afrontar la emisión de un eurobono por otros $ 1500 millones.
La situación implica que no hay margen para proyectar obras públicas nuevas -más allá de las ya previstas por los créditos internacionales- ni de incrementos o mejoras en partidas para seguridad, salud o educación, salvo que se apele a la reasignación de recursos o se registre mayor recaudación que la prevista, según reconocen legisladores del oficialismo.
En tanto, los expertos en finanzas del gobierno provincial observan que difícilmente la administración bonaerense pueda procurarse financiamiento extra en los mercados de capitales internacionales, por lo menos, en los próximos meses, por lo que ya habrían desistido de la posibilidad de emitir un bono sostenido con fondos externos para atender gastos corrientes.
Ingresos brutos
Esta semana, directivos de la Federación Económica de la provincia de Buenos Aires (Feba), la Confederación Argentina de la Mediana Empresa (Came) y la Asociación de Industriales de la provincia de Buenos Aires (Adiba) calificaron el gravamen a los ingresos brutos de “regresivo, de efecto piramidal y de fuerte impacto en la rentabilidad empresarial y en los precios”, al que, según su visión, es necesario eliminar.
Los empresarios se reunieron con Scioli, quien les propuso armar una mesa para estudiar cambios impositivos. Allí se mencionaron posibilidades como la creación de un IVA provincial; el incremento del impuesto inmobiliario urbano; apuntar a las empresas con mayor facturación, y que la provincia reclame la provincialización del cobro de bienes personales.
Antes de concluir el encuentro, los dirigentes fueron al fondo de la cuestión: le sugirieron a Scioli que bregara por una mejora en la coparticipación federal de impuestos para la provincia. Es que la queja permanente de los bonaerenses es que recauda por coparticipación muchos más recursos y no recibe de la Nación lo que proporcionalmente le corresponde. El gobernador los escuchó en silencio.
Schiaretti busca financiamiento
CORDOBA.- El gobernador de Córdoba, Juan Schiaretti, enviará a la Legislatura provincial un proyecto de ley para que se lo autorice a lanzar un título público que le permita obtener financiamiento por 500 millones de dólares. Luego, deberá conseguir la autorización del gobierno de Cristina Kirchner. El Ejecutivo cordobés pretende mejorar el perfil de su actual deuda, que asciende a 8079 millones de pesos y tiene vencimientos importantes de 2008 a 2001. El 65 por ciento de la deuda fue contraída en pesos y está indexada por CER. Una cuarta parte de la deuda es en dólares.
Compártelo
Posted in Economia Social | No Comments »
Monday, May 19th, 2008
Perderse por las calles estrechas del inmenso mercado de Namdaemun, en pleno centro de Seúl, es como emprender un viaje al corazón de Corea del Sur. En manzanas y manzanas de locales improvisados, rodeadas por rascacielos y hoteles cinco estrellas, se puede comprar desde pescado fresco o ginseng hasta tecnología de punta o la camiseta de Lionel Messi. Allí conviven los frutos de una economía exitosa y globalizada con las férreas estructuras de una sociedad tradicional que se esfuerza por adaptarse a los tiempos que corren.
Y es que, si bien en apenas 35 años de “milagroso” crecimiento Corea del Sur se convirtió en una de las 11 economías más desarrolladas del planeta, en muchos otros aspectos su sociedad dista de las más industrializadas del mundo, como en sus niveles de corrupción, el papel de la mujer o las actitudes hacia la globalización.
“Es necesario mejorar la eficacia del sistema político y educativo. Si se compara con el sector económico-corporativo, es muy ineficiente”, dijo a LA NACION Kim Kyong-dong, un sociólogo de la Universidad Nacional de Seúl, autor del libro Cambio social en Corea .
Entre los inconvenientes que afectan a la democracia se encuentran el sistema de partidos y la apatía del electorado, pero el mayor problema, según el analista político Lim Sung-hack, es que “cada gobierno pierde su legitimidad y credibilidad no bien asume el poder”. En la mayoría de los casos eso se debe a la corrupción.
“Debemos esforzarnos para aumentar la transparencia. Aún sufrimos de irregularidades y prácticas corruptas en la política, las empresas y el sector público”, agrega Kim Kyong-dong. Los escándalos de financiamiento político ilegal son recurrentes y derivan del fuerte papel que desempeñan en la economía coreana los chaebols , los grandes conglomerados familiares.
El caso Samsung
El más resonante ocurrió hace apenas unas semanas, cuando Lee Kun-hee, el presidente de Samsung, la compañía más grande del país, renunció después de 20 años, acosado por cargos de corrupción. Los fiscales acusaron a Lee de evasión de impuestos, pero lo liberaron de los cargos de sobornos, lo que fue visto como un encubrimiento.
La ineficiencia política también se debe a que el sistema democrático sólo fue instaurado en 1987, en una sociedad que en menos de un siglo experimentó cambios fuertes y acelerados. Pasó de ser un imperio de ideología neoconfuciana a colonia japonesa, sufrió una guerra fraticida, que la dividió en dos, y tuvo un gobierno autoritario que puso en marcha un modelo orientado a la exportación que en tres décadas transformó a una sociedad agrícola en una economía hiperindustrializada.
El rápido proceso de industrialización, así como el de urbanización, vino acompañado por drásticos cambios demográficos típicos de los países industrializados: un aumento de la esperanza de vida y una caída récord en la tasa de natalidad, que es una de las más bajas del mundo.
El crecimiento, sin precedente en el mundo, ubicó a Corea del Sur en el puesto 11 entre las economías más poderosas del mundo. El PBI per cápita supera los 20.000 dólares y el país tiene uno de los índices de desarrollo humano más altos del mundo.
Sin embargo, según señala el sociólogo Yee Jaeyeol en un artículo de The Korea Herald , “tres de cada cuatro coreanos no creen que Corea del Sur sea un país avanzado”. Es que los cambios culturales toman más tiempo que los demográficos y económicos y, en muchos sentidos, en la sociedad coreana siguen arraigados los valores tradicionales del neoconfucionismo, que se reflejan en el autoritarismo y en el papel de la mujer. “La mujeres todavía tienen una posición relegada, si bien eso ha cambiado mucho”, señala a LA NACION Bárbara Bavoleo, profesora de historia coreana de la Universidad del Salvador y de la UBA, y becaria del Conicet.
“En los 80, había universidades sólo para mujeres en las que se enseñaba economía doméstica. Es decir, se les enseñaba a ser amas de casa”, añade Bavoleo. Hoy ocupan un lugar cada vez más importante, pero su participación en los sectores privado y público dista mucho de otros países desarrollados y su presencia en la política es casi nula. Según distintos sondeos, aún predomina en la sociedad una mirada muy conservadora de los roles familiares: aunque la mujer trabaje a tiempo completo, sigue subordinada a su marido.
La relación de los coreanos con la globalización y el multiculturalismo también está marcada por valores tradicionales, como el fuerte nacionalismo y el orgullo por la homogeneidad étnica del país. Estos valores comenzaron a ser cuestionados con el rápido crecimiento de la inmigración, principalmente china, pero también norteamericana, filipina y japonesa.
La alarma se disparó en agosto, cuando un informe de la ONU indicó que en el país es frecuente la discriminación contra quienes no son ciento por ciento coreanos. “Nuestra sociedad necesita actitudes más tolerantes hacia la gente de otros países y adaptarse al emergente multiculturalismo”, afirmó Kim Kyong-dong.
Compártelo
Posted in Economia Social | No Comments »