Barril supera os US$ 126 após nova previsão do Goldman

Os preços do petróleo fecharam a semana acima de US$ 126 pela primeira vez, alimentados por um aumento do Goldman Sachs em sua previsão dos preços para o segundo semestre de 2008, um dólar fraco frente, além das preocupações com reservas da commodity.
Notícias de que a Arábia Saudita aumentou sua produção (ver matéria ao lado) para compensar a queda de outros produtores impediram que o petróleo se mantivesse no preço recorde alcançado durante a sessão de sexta-feira de Nova York, quando chegou perto de US$ 128 o barril. O contrato para junho do WTI fechou o pregão com alta de US$ 2,17 na sexta-feira, ou 1,75%, para US$ 126,29, após ser negociado entre US$ 124,04 e o recorde de US$ 127,82.
O Goldman elevou sua estimativa de preços do petróleo para o segundo semestre para US$ 141 o barril, comparativamente aos US$ 107 anteriores, atribuindo a nova projeção às restrições na ponta da oferta. “Podemos culpar o Goldman mais uma vez”, disse Nauman Barakat, analista do Macquarie Futures USA Inc. “Em março de 2005, ele previu que os preços subiriam drasticamente, e eles subiram. Os preços saltaram para o nível de US$ 125 o barril depois de outro relatório do Goldman, de menos de duas semanas atrás, que apontou o WTI a até US$ 200 daqui dois anos. Nesta altura dos acontecimentos, ninguém quer apostar contra o Goldman”, acrescentou.
A alta de sexta-feira também foi motivada pelas especulações de que as compras de óleo diesel pela China vão pressionar a oferta. A China poderá aumentar as importações de combustível, depois que um forte terremoto danificou suas usinas hidrelétricas.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7)(Reuters e Bloomberg News)
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