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O Fundo Monetário Internacional (FMI) não vê uma recuperação da economia global antes de 2009, disse seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, nesta quarta-feira (14).
Strauss-Kahn afirmou em entrevista coletiva que embora uma “grande parte” da crise financeira global “provavelmente” já passou, ele não estima um fim para a desaceleração econômica antes do próximo ano.
Para ele, o atual aumento na inflação global, especialmente nos preços de alimentos, pode prejudicar não só a economia mundial, mas também a situação política, assim como, no passado, os custos crescentes de alimentos levaram a tensões sociais e até à derrota de governos. “Não é apenas um problema econômico, humanitário, é também um problema de democracia, um problema de paz”, disse Strauss-Kahn, em conferência organizada pelo presidente de Israel, Shimon Peres.
Segundo o diretor-gerente do FMI, os países que experimentaram crescimento econômico anual sem precedentes na última década, como muitos na África, podem perder muitos desses avanços se a inflação continuar subindo.
No mesmo evento, Abby Joseph-Cohen, estrategista-chefe de investimentos do banco Goldman Sachs, disse esperar uma melhora no nível macroeconômico no segundo semestre de 2008. “O sofrimento não acabou, mas há sinais de melhora”, disse ela. A estrategista espera crescimento no Produto Interno Bruto dos EUA no segundo semestre de 2008, mas alertou que a economia americana provavelmente irá se contrair 0,5% no segundo trimestre.
Origem nos EUA
No mês passado, Strauss-Kahn já havia dito que, nos Estados Unidos, a crise deve ainda deve atingir seu ápice este ano, iniciando a recuperação no ano que vem. Ele previu trimestres de recessão no país, “com conseqüências para o restante do planeta”.
Ele afirmou que a crise, desencadeada no ano passado pela crise dos créditos imobiliários de risco nos Estados Unidos (subprimes), afeta no momento sobretudo os ânimos financeiros, mais do que a economia real.
“É a mais grave crise financeira desde a grande depressão (de 1929), mas não é a mais grave crise econômica”, afirmou. |
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