Ministros de finanças da UE advertem que preço de petróleo e alimentos permanecerá alto
Os 27 ministros de Finanças do Ecofin advertiram hoje que o alto preço do petróleo e dos alimentos será mantido e o objetivo da UE (União Européia) deve ser adaptar sua economia ao novo cenário.
Está sendo produzida uma “transformação estrutural dos preços” do petróleo e dos alimentos, explicou no fim o presidente do Ecofin (grupo de ministros de Finanças de toda a UE), Andrej Bajuk, ministro das Finanças esloveno. Acrescentou que, portanto, “não faz sentido” tomar medidas que só piorem o impacto da alta a curto prazo.
“Nós enfrentamos um problema a longo prazo que exige uma redistribuição dos recursos disponíveis”, afirmou Bajuk que lembrou que como foi acertado em 2005, os Estados-membros só podem aprovar ajudas pontuais aos grupos mais desfavorecidos sempre que não cause distorções no funcionamento do mercado.
As causas do encarecimento dos alimentos e a resposta política que deve ser dada pela UE a este fenômeno foi hoje o assunto central da reunião do Ecofin e também será o tema debatido na cúpula que em Bruxelas os próximos dias 19 e 20.
O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, atribuiu à alta a forte pressão da demanda –sobretudo de países como China e Índia–, combinada com uma restrição da oferta, pela redução das exportações de alguns países, as más colheitas e a produção de biocombustíveis.
Como foi proposto por vários Estados-membros, a Comissão estudará se por trás do aumento dos preços agrícolas também estão os movimentos especulativos, embora Almunia tenha deixado claro que este não é o fator mais relevante.
O ministro esloveno insistiu em que, frente a este fenômeno, a UE deve se concentrar em adequar melhor sua produção agrícola à demanda, impulsionar a produtividade do setor agrário e avaliar cuidadosamente as conseqüências do desenvolvimento dos biocombustíveis, enquanto oferece ajuda aos países mais castigados.
Sobre o preço do petróleo, voltou a ficar claro que a maioria dos Estados-membros não apóia a proposta francesa de diminuir o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado ou Agregado) dos combustíveis quando superado o limite determinado.
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